Hermes Trismegistus, 367

ABRALAS

Por João Pedro 13 de junho, 2017 1

Apesar de ter meu nome como autor, sou apenas co-autor. Este artigo também tem autoria do Irmão Rodrigo Rezende.

Recentemente vimos alguns posts onde usuários estavam reclamando sobre o funcionamento de ABRALAS. Tais relatos falavam de um possível “mau funcionamento” da Egrégora, onde esta não mais abria caminhos, ou mesmo que algumas pessoas estavam sofrendo algum tipo de regressão em seus projetos. E que, em suma, ABRALAS poderia estar fazendo mal ou prejudicando estas pessoas. O que iremos dissertar aqui é apenas nossa opinião. Não somos donos da verdade. Como está escrito, todas as verdades são apenas meias verdades. Nossos argumentos são baseados sob aspectos empíricos; nossas experiências pessoais junto a ABRALAS. Contudo, é perfeitamente aceitável que estas diversas sensações e vivências sejam variáveis; depende de cada caso. Acreditamos que parte destas variáveis seja, também, por conta da falta de determinados conhecimentos necessários de como funciona ABRALAS por parte de seus seguidores; sejam suas regras contratuais ou os Princípios Herméticos que vão incidir ali independente de qualquer vontade Dele ou nossa. Para começar, Egrégoras, Servidores Astrais, possuem Carta Astrológica. Tivemos acesso à Carta Natal de ABRALAS.

ABRALAS

Um dos Sigilos de ABRALAS

Este é um capricorniano (15 Cap. 33°42′) com Ascendente em Áries (13 Ari 20′). Possui Lua em Sagitário (4 Sag 45°6′), Mercúrio em Aquário (0 Aqu 59°r55′), Vênus em Sagitário (8 Sag 30°53′), Marte em Escorpião (1 Sco 23°39′), Júpiter em Virgem (23 Vir 2°14′) e Saturno em Sagitário (11 Sag 38°44′). Para quem já estudou o mínimo que seja de Astrologia, enxerga perfeitamente um “trickster” neste mapa. Daí a maioria esmagadora das pessoas falar que trata-se de uma Energia simpática, amigável, gostosa de lidar. Porém, “abrindo mais os olhos” para ler nas entrelinhas, temos a descrição de alguém bem metódico, planejador e justo. Lembro que quando analisamos superficialmente as informações do mapa, fizemos uma brincadeira que, na Umbanda, Ele seria uma mistura de Ogum abrindo os caminhos, Exú com seu humor irreverente, e Xangô pelo Seu senso absoluto de justiça; seria algo do tipo Exú segurando os machados de Xangô e abrindo caminhos! Ele é um brincalhão divertido, porém, se estudado e aprofundado revela-se extremamente sério, justo e reto; simbolicamente como um machado mesmo. Ratificando, essa foi uma análise bem superficial, dada a complexidade que é analisar uma Carta profundamente como deve ser e, pelo menos em nossa opinião, não ser de bom tom divulga-la abertamente sem a permissão de seus Zeladores ou da própria Energia.

Fazendo uma transliteração em hebraico de Seu Nome obtivemos אברלאס. Aleph, Beit, Resh, Lamed, Aleph e Samech. Vejamos o primeiro verso do Bereshit (Gênesis) como está na Torah:

.א  בְּרֵאשִׁית, בָּרָא אֱלֹהִים, אֵת הַשָּׁמַיִם, וְאֵת הָאָרֶץ

Traduzindo: “No princípio D’us criou os céus e a terra”. O nome ABRALAS e o primeiro verso de Gênesis têm as duas primeiras letras iguais: Aleph e Beit. A letra Aleph no alfabeto fenício grafa-se assim:

ABRALAS

Qualquer semelhança com o “A” moderno, o qual escreve-se Seu nome em português, talvez não seja mera coincidência. No hebraico, Aleph é uma letra sem som, muda. Tomando como base o conceito Rosacruciano que tempo é o espaço que nossa Consciência alcança, e admitindo que o silêncio procedeu a própria criação, é no mínimo coerente que a primeira letra seja Aleph, cujo valor gemátrico é 1. Geometricamente pode-se comparar ao ponto, princípio primordial da criação, o mínimo que contem tudo. A letra Beit (ou Bet), para os mesmos fenícios, escrevia-se da seguinte maneira:

ABRALAS

Com sérias chances de “forçar a barra”, parece um “LA” para vocês? Beit significa literalmente “casa”. Gematricamente vale dois, o que geometricamente nos leva à representação da linha, a manifestação ainda abstrata e “conflituosa” do 1, pois não teve ainda seu primeiro par de opostos conciliados pelo 3 do triângulo.

Na Gematria chegamos no valor 294, voltando a 6 através da redução Pitagórica. Tal resultado nos leva a algumas equivalências: Sephirah Tiphereth da Kabbalah (mesma onde encontram-se os Avatares das religiões), o Arcano Maior “O Diabo” no Tarot, Planeta Sol no Setenário, Virgo na analogia zodiacal, Quadrado Mágico do Sol, relaciona-se com os números 6, 36, 111 e 666, tem como polígono o hexagrama e é equivalente à palavra hebraica referente à “fartura”, “abundância”. Como não deve-se dar o peixe, aconselhamos que os interessados estudem por si mesmos para entender as comparações expostas. As literaturas recomendadas por nós são o Sêpher haYetzirah (domínio público); Sêpher haBahir (domínio público); “The Complete Magic System of The Hermetic Order of The Golden Dawn” – REGARDIE, Israel (versão m inglês, visto que a da Madras não é boa perante nossa óptica); “Três Livros de Filosofia Oculta” – AGRIPPA, Henrique Cornélio (infelizmente este só achei pela Madras); Liber 777 (.pdf gratuito online); Liber O Vel Manus et Sagitae (.pdf gratuito online); e “Dogma e Ritual da Alta Magia” – LEVI, Eliphas (editora Pensamento)

ABRALAS é um Servidor que tem por objetivo desobstruir fluxos Energéticos, abrir caminhos, fazer determinadas sinergias, etc., tudo conforme nosso merecimento. Aqui começam os “poréns”. Até que ponto realmente merecemos algo? Será que somos tão bons assim? O fiel da balança de Osíris, Xangô, Têmis, ou quem queira nominar, é sofisticado demais para nosso entendimento limitado. Devemos observar que dentro de um acontecimento sempre há três versões: a nossa, a de vocês, e o que aconteceu de fato. Acreditamos que ABRALAS, como a maioria das Egrégoras, como regra, certamente não se prestará a contrariar, prima facie, as 7 Leis do Hermetismo. O que pode acontecer é Ele dar movimento a algo que está estagnado, mas pelo Princípio da Vibração a tendência é que haja uma harmonização do quadro geral.

Gostaríamos de pedir vênia aos amigos e leitores do site que são profissionais da área de saúde, uma vez que os “termos clínicos” aqui empregados são apenas para ilustrar de forma didática e facilitar a compreensão quanto ao funcionamento de ABRALAS. Assim, acreditamos que sua atuação seria muito parecida, a título de exemplo, com o sistema circulatório humano. Este sistema cardiovascular é composto por milhares de veias e artérias. Dentro deste bojo temos uma artéria muito importante denominada Femoral. Assim, digamos que o paciente está com alguma obstrução em sua artéria Femoral – o que provocaria inchaço, formigamento, dores, etc. Diante deste quadro clínico, o médico provavelmente introduzirá um cateter (ABRALAS) para fazer essa desobstrução. Onde não passava sangue, ou passava com muita precariedade, começa a passar com muita velocidade, como uma grande vazão de água por um cano. Passadas algumas horas, ou dias, toda essa velocidade do fluxo sanguíneo tende a harmonizar-se com todo o resto do sistema circulatório, uma vez que inexiste obstrução. Assim, poderíamos afirmar que o “cateter ABRALAS” do médico não está mais funcionando? Pelo contrário, cremos que ele corrigiu esse fluxo, e a tendência natural é uma homogeneidade deste fluxo por todo o sistema.

Isto posto, poderíamos admitir ser ABRALAS um tipo de remédio para todos os problemas? Também acreditamos que não. Certamente este Servidor não foi criado para ser “balcão de milagres”. Agora imaginem que esse paciente não fez a dieta que o médico prescreveu, não fez repouso, ou ficou muito tempo parado, não tomou os remédios devidos, não procurou fazer reabilitação física ou alimentar. Em breve a Femoral entupirá novamente. Poderíamos atribuir a culpa ao “cateter ABRALAS” do médico? Não! A 7ª Lei Hermética diz: “Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade mas nenhum escapa à Lei“; ou seja, ABRALAS é um instrumento, um Servidor que tem por finalidade nos auxiliar. Há uma grande diferença entre ser um auxiliar e ser remédio definitivo para todos os nossos problemas. E como todo instrumento ou remédio, deve ser utilizado com sabedoria e moderação. Não faz parte da sua estrutura contratual interferir em nossas escolhas e decisões, pois tudo isso continua correndo sob nossa responsabilidade. Caso contrário, a vida seria muito fácil e sem graça. De toda sorte, isto foi apenas uma “reflexão de almoço”, sempre cabendo retificações, reflexões e a dialética através do discurso retórico ensinado no Trivium das Artes Liberais: tese, antítese e síntese.

Para quem quiser saber mais sobre ABRALAS, segue abaixo links com mais informações.

http://tempoestrano.blogspot.com.br/2016/12/abralas.html

https://pt-br.facebook.com/ABRALAS93/

 

Abraços a todos. ABRALAS! ABRALAS! ABRALAS!

ABRALAS


1 Comentário

  1. Aline Fernandes Pereira disse:

    Bom dia. Acredito que existe um descompromisso de algumas pessoas, ou uma desinformação que passa por não ler os textos.

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