Hermes Trismegistus, 367

Hermes Trismegistus

Por Fabio Castilho 9 de maio, 2017 0

Não existe um consenso quanto a quem, ou o que, foi Hermes Trismegistus (que traduzido do latim quer dizer: Hermes o Três Vezes Grande). Este nome é explicado na Tábua de Esmeralda:

“Por esta razão fui chamado de Hermes Trismegistus, pois possuo as três partes da filosofia universal”.

Hermes Trismegistus

Alguns escritos dão conta que ele tenha sido um grande Iniciado, contemporâneo e mestre de Moisés, outros dizem que este era o nome de uma das primeiras ordens Iniciáticas do antigo Egito e da Grécia, cujos trabalhos perduram até hoje com o Hermetismo. Em outra vertente defende-se que ele tenha sido um deus, que se apresentou de três formas: Toth para os egípcios, Hermes para os gregos e Mercúrio para os romanos.

A Hermes Tismegistus foi atribuído um conjunto de textos sagrados, transmitidos pelo nome de Hermetica, que defendiam que a salvação se dá pelo conhecimento de Deus. Estes textos versavam sobre vários assuntos, tais como: artes, ciências, religião e filosofia. Os ensinamentos contidos na Hermetica chegaram até nós pelo livro chamado “Corpus Hermeticum”.

Da Hermetica temos ainda a Tábua de Esmeralda, conjunto de versos com ensinamentos que fundamentam a Alquimia e outras Artes Herméticas. Como tudo que cerca Hermes Trismegistus, sua origem é incerta, e o primeiro registro deste texto foi encontrado por volta do ano de 650 dc, no texto Kitab Sirr al-Khaliqa wa Sanat al-Tabia e em outros textos subsequentes.

Outro grande expoente do Hermetismo, é o livro O Caibalion, que nos brinda com as sete Princípios Herméticos e suas explicações. De autoria indefinida, é assinado pelos “Três Iniciados”. Embora tenha sido publicada pela primeira vez no início do século XX, uma das explicações sobre este anonimato, é que o livro teria sido escrito na idade média, onde qualquer questionamento sobre a fé vigente era punida com a morte, pelo mesmo motivo os Alquimistas escondiam seus estudos em metáforas mundanas, tais como transmutar chumbo em ouro, pois criar fórmulas mágicas para ficar materialmente rico nunca caracterizou crime.


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