Hermes Trismegistus, 367

O postulado de um Maçom

Por Rodrigo Rezende 5 de junho, 2017 2

O postulado de um Maçom

Ser maçom, a nosso sentir, está muito além do exercício de cargos, graus e títulos ou honrarias. Aquele que se propõe ao exercício do “maçonismo” tem consigo um encargo ad eternum de sempre estar à frente, a busca da verdade, por meio do estudo, e um constante galgar rumo ao seu melhoramento enquanto filho, marido, pai, homem, profissional e cidadão.

De outro turno, aquele que se nega a tais buscas, e que mesmo assim se intitula maçom – mas que na prática não o é – está sendo não penas perjúrio aos nossos sublimes juramentos, que um dia firmamos perante uma assembleia de uma loja, mas também perante os seus irmãos, ao G.´.A.´.D.´.U.´. e principalmente a sí mesmo.

Quanto ao exercício do veneralato este não reside apenas no empulhar do malhete, colocar-se em exercício, sob o trono de Salomão e seguir a leitura “seca” do ritual; muito pelo contrário meus irmãos! O exercício de tal cargo, ou melhor, de tal encargo, vai muito além desta visão simplista e material. O Venerável – como o Pai de todos – deve buscar a unidade de consciência e ação em uma oficina. Ter sapiência no dirigir dos trabalhos, tendo como fiel de sua balança, a sabedoria e parcimônia. E por fim, saber delegar funções e principalmente exigir comprometimento de todos os irmãos para com os trabalhos da loja.

Do mesmo modo, se dá o exercício do cargo de Vigilante.

Que não se perfaz apenas no sustentar de joias, alfaias e malhete. Aquele que busca ser um Vigilante, e não penas exercer de forma fugaz tal ofício, deve ter em sua mente que, antes de qualquer coisa, a consciência da grande responsabilidade de velar por aqueles que estão debaixo de seu manto, isto é, tutelar e guarnecer o aprendizado dos seus pupilus, Aprendizes e Companheiros, para que ao final de ciclo iniciático, estes possam chegar ao mestrado, mais sábios, maduros, bem preparados e principalmente conscientes – algo raro nos dias de hoje.

Ademais, devem corroborar com Venerável para a perfeição dos labores e metas da loja e saber, também, que alguns ônus são inerentes ao (en)cargo de Vigilante. Como por exemplo, a presença das reuniões plenárias, que não raro, são nominadas de chatas, delongadas e segundo entendimento de alguns, até inúteis. Porém, lembrem-se: “quem não debate, não tem direito de reclamar!”

Neste mesmo contexto, o postulado do cargo de Orador, não se resume apenas no cumprimento dos protocolos e falas ritualísticas. Muito pelo contrário, pois, este é o responsável pelo controle e a manutenção do status de legalidade dos trabalhos de uma loja. E para tal, mister é imprescindível que aquele que exerça tal posto, conheça de forma larga e profunda, todos os ditames legais que cingem à Ordem, bem como procedimentos e prescrições ritualísticas.

Não podendo-se admitir, em hipótese alguma, o uso da “pseudo técnica do achismo”, ou sustentar de entendimentos, de cunho meramente íntimos, sem respaldo algum, perante as leis, normas, procedimentos, rituais e principalmente literatura maçônica séria e especializada.

Ante o exposto, podemos concluir que as deliberações aqui tomadas por seus membros, – principalmente pelos “mestres” – devem ser sempre permeadas de muita sabedoria e principalmente responsabilidade. Lembrando-se sempre daquela velha regrinha de ouro: “para toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade”.

Que em termos herméticos poderíamos traduzir como a 7 Lei, que assim prescreve: “Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade mas nenhum escapa à Lei”

Fraternalmente,

Para que o mal triunfe, basta que os bons cruzem os braços na omissão, deixando de lutar pelo o que é verdadeiramente justo e perfeito.


2 Comentários

  1. André Luiz Moraes disse:

    Sinceridade justo

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